Movimento Brasil 200: ‘Não podemos ter quarentena por tempo indeterminado’

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O presidente do Movimento Brasil 200, Gabriel Kanner, defende a ‘quarentena vertical’ com a retomada gradual da economia diante da crise provocada pelo coronavírus

Sebastiao Moreira/EFECoronavírus: São Paulo tem ruas vazias após decreto que estabelece quarentena

O presidente do Movimento Brasil 200, Gabriel Kanner, disse em entrevista ao Jornal da Manhã – 2ª edição, da Jovem Pan, nesta quinta-feira (26) que não é possível considerar “uma quarentena por tempo indeterminado”.

De acordo com ele, a crise provocada pelo novo coronavírus pode prejudicar não apenas o pequeno empreendedor como também as grandes empresas.

“Não temos ter uma quarentena por tempo indeterminado. Os trabalhadores informais estão sofrendo. Tudo está parado, então precisamos traçar um plano de quarentena vertical, focado no grupo risco, enquanto os adultos saudáveis voltam a trabalhar, claro, com todas as medidas de precaução e higiene necessárias”, disse.

Para Kanner, não é possível mensurar o tamanho do colapso econômico que pode afetar o Brasil diante da crise do coronavírus. “A situação é muito grave e precisamos levar isso em consideração. Precisamos de um debate maduro, sério, que leve todas as possibilidades em conta e considere o impacto das decisões”, afirmou.

Kanner afirma, no entanto, que o pequeno empreendedor é quem deve sentir o impacto da crise em primeiro lugar. “Sem dúvida, o risco é muito maior para o pequeno comerciante, para o pequeno empreendedor. Um restaurante consegue aguentar cerca de 16 dias sem receita, um varejo também. Precisamos ajudar os pequenos empreendedores do Brasil”, avaliou.

Em São Paulo, o governador João Doria determinou o fechamento de lojas, exceto serviços e atividades essenciais, até o dia 7 de abril. O Movimento Brasil 200 estuda uma retomada gradual a partir do dia 6 de abril.