Manifestantes fazem marcha em Berlim pedindo o fim das medidas contra a Covid-19

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Quase ninguém respeitava a distância física ou mesmo usava máscara, apesar de esta ter sido uma das condições impostas pelas autoridades para que a marcha fosse liberada

EFE/EPA/FELIPE TRUEBAMilhares de pessoas foram às ruas de Berlim, na Alemanha, pedir o fim das medidas contra a pandemia de Covid-19

Milhares de pessoas foram às ruas de Berlim neste sábado (1) para se manifestarem contra as medidas de contenção da propagação do novo coronavírus, “proclamando” o fim da pandemia em meio a um crescimento de casos na Alemanha. A marcha, chamada de “Dia da Liberdade“, percorreu as proximidades do Portão de Brandemburgo com faixas e cânticos contra o que denominaram “tirania de Angela Merkel” e seus supostos aliados: a indústria farmacêutica e o bilionário americano Bill Gates. O protesto acabou antes de chegar ao que era inicialmente o seu destino, o Obelisco da Vitória, no coração da capital, em meio a tensões entre a polícia e os manifestantes. Quase ninguém respeitava a distância física ou mesmo usava máscara, apesar de esta ter sido uma das condições impostas pelas autoridades para que a marcha fosse liberada. A manifestação foi então transformada em dezenas de grupos desintegrados prontos para se concentrarem no Obelisco, enquanto outras pessoas foram para alvos alternativos, incluindo a sede do Ministério das Relações Exteriores.

Cerca de 17 mil manifestantes se reuniram, de acordo com a televisão pública regional “RBB”, incluindo não apenas representantes da extrema direita, mas também cidadãos comuns e lojistas descontentes com as restrições à vida pública. Além dessa mobilização, cerca de 20 manifestações foram convocadas no sábado, incluindo três de esquerda contra a marcha dos negacionistas. As autoridades de Berlim implantaram um forte aparato de segurança. Além dessas manifestações políticas, os agentes também foram acionados para prevenir problemas de ordem pública diante do número crescente de eventos espontâneos que vêm ocorrendo na capital alemã há semanas, como festas ao ar livre e piqueniques.

Na última semana, houve um aumento claro de novas infecções, tanto as consideradas importadas quanto as ocorridas dentro do próprio país, geralmente em festas, reuniões familiares e cerimônias religiosas. De acordo com dados da RKI, houve 955 novos contágios nas últimas 24 horas – em comparação com 800 a 850 há uma semana e 300 a 350 em meados de junho. No total, já houve 209.653 casos no país, com 192.700 pacientes recuperados e 9.148 mortes.

*Com EFE